Pois é, ano novo começando. Sei que o blog passou por um período de "abandono", mas o fim de 2008 foi para mim muito difícil. Não sei, sinceramente, como consegui dar uma "repaginada" para me preparar e iniciar esta nova fase. Enfim, a todos minhas desculpas e bem vindos de volta...
Mas sendo curto neste breve recomeço, pergunto, afinal, o que podemos esperar mais da crise? Antes de pensarmos lá na frente, podemos talvez agora criar vergonha e olhar para trás. Sim, pois há 80 anos tínhamos um ambiente econômico similar, movido também pela especulação, e logo após uma revolução tecnológica (naquela época, a industrial). A única diferença, além do nível tecnológico, foi o tempo do reflexo, pois na crise mundial anterior se levou algumas décadas.
Ué, mas a crise não foi imobiliária? Acontece, que ao contrário de nós brasileiros, que usamos a garantia do "avalista" para qualquer crediário, os americanos usam com mais comodidade a hipotéca (assim não precisam depender de ninguém, alimentando a cultura americana do super-homem). E com esta garantia, empurram sua capacidade consumista ao extremo. Resultado? Uma hora ia faltar dinheiro pra pagar as contas, e a surpresa ao executar a hipoteca é que o restante da população também estava endividada e não tinha como comprar a casa hipotecada, pois já tinha gasto em celulares, TV´s de plasma e outras tranqueiras. Assim, o banco ou comerciante que achava que aquela "garantia" colocaria dinheiro dentro de seu caixa, dançou.
E aqui em terras tupiniquins isto soa muito diferente? Com créditos mágicos "sem avalista e sem consulta ao SPC" surgindo em todas as esquinas? Todos comprado com a "promessa" de que vão pagar? E quando enfim não tiverem mais de onde pedir emprestado e tiverem que efetivamente efetuar os pagamentos?
Diz o presidente que pensar nisto é ser pessimista, aliás, as campanhas foram para gastar o que fosse possível nos 13os de fim de ano, conselho, logicamente, seguido apenas pelos mais humildes e menos informados, o que converte assim o conselho em um atentado.
Pior que ficar sem emprego? É ficar desempregado e ainda endividado. E pior que isto? se ainda tiverem umas 7 ou 8 bocas em casa para alimentar. Assim, ao invés de reeducarmos os menos desafortunados, temos instigados que eles enfiem o pé na jaca de vez !!!
Viva 2009, muita esperança para o ano que se inicia.... Tomara que venha do céu, pois pelo visto, se depender daqui....
As idéias que vão repercutir sobre nossa empregabilidade estarão, em breve, de volta, neste blog. Fique a vontade para acompanhar, criticar e sugerir.
Um grande abraço.
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