É aí que reside a crítica. Vejo a boa intenção do governo em somatizar a necessidade do empresariado por profissionais qualificados e investir em centros tecnológicos, ampliando em 150 o número de instituições em 2008. Formar profissionais de nível técnico. Executores de processos. E para tal, a busca de novos instrutores, rigorosa, tendo 75% do quadro composto por graduados, mestres e doutores (em artigo de Felipe De Angelis para o site Oie)....
E com isso lembro de minha graduação anos atrás. De professores da rede federal de ensino "superior", que concursados, pararam de mostrar resultados, encarar desafios, se atualizar, graças ao maior mal que aflige o desenvolvimento do país no setor público: a tal "estabilidade"!!! Já no início dos anos 90, ser agraciado com aulas em retroprojetor era uma afronta. Que dirá com o orgulho de pretensos doutores que apresentavam lâminas elaboradas duas décadas antes. Com o mundo em constante mutação, em velocidade alta, e termos este tipo de "mestre" em nosso preparo.... lamentável.Pergunto aos centros tecnológicos: quanto tempo de experiência na iniciativa privada, em cargos operacionais, tem cada um destes instrutores? Qual o último projeto que ele desenvolveu? Qual organização avaliza seu mérito na execução? É o mínimo a se questionar a quem se disponibiliza ensinar a fazer.... Teoria acadêmica já é, muitas vezes, exagero no próprio ensino superior, focado na condição conceitual da teoria. Mas que profissionais teremos egressos de nossos bancos técnicos e tecnológicos se a referência são apenas os títulos? Continuaremos alimentando o sistema do "faça o que eu digo, não faça o que eu faço"? É indispensável que os professores sejam exímios profissionais. E não letrados dislexos que, do topo de sua exímia panacéia de diplomas, muitas vezes atreladas a não mais que um precário estágio, venham dizer como se deve executar uma ação!!!
Seria este o reflexo da exemplar educação obtida por nossa autoridade maior? E la nave vá......
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