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domingo, 6 de abril de 2008

A Espera de um Milagre

O mercado esperava ansioso pela confirmação do PIB de 2007, divulgado oficialmente esta semana. Superando a casa dos 5%, como já antecipado pelo Ministro Guido Mantega alguns dias atrás, o indicador veio, como esperado, acompanhado de euforia, afinal, se superou a expectativa de crescimento do país. Eis o tal do “Milagre Econômico”.

Enquanto comemoramos o milagre do crescimento em rede nacional, deixamos de lado outros fatores, como por exemplo, a taxa de inadimplência no fim de 2007, divulgado este mês pela Fecomércio Minas, e que atesta o maior grau de endividamento já registrado pela instituição. Motivo: a maior parte dos consumidores pesquisados tem entre 10% e 50% da sua renda comprometida. Detalhe: os números contemplam apenas contas com atraso superior a 90 dias.

Sim, crescemos mais. Porque produzimos mais e vendemos mais. Mas de onde veio a “grana” pra pagar estes novos produtos e serviços contratados? O aumento do mínimo surgiu apenas em 2008. Não tivemos deflação. O crescimento da renda média oscilou na pífia casa dos 4%. E então?

Na verdade, tudo leva a crer que ela não veio. O milagre do crescimento foi alavancado pelas bênçãos do crédito fácil. Seja ele consignado na folha, consignado no benefício dos aposentados, ou vindo da financeira na esquina que não exige comprovação de renda nem consulta de CPF. Nunca foi tão fácil comprar. Nunca foi tão fácil gastar. Com isso montadoras bateram novos recordes de vendas, e todo mundo ostentou seu “zero kilometro” na garagem. Presente de Papai Noel. Em muitos casos o banco traseiro vinha carregado com TV´s de Plasma e novos celulares.

E agora, como pagar as contas? Enquanto o consumidor pensa o que fazer, muitas vezes tentando descobrir em qual banco abrirá nova conta para pegar seu mais novo empréstimo, os bancos divulgam alguns números também. Dois dos maiores bancos privados do país tiveram Lucro em 2007 superior a casa dos R$ 8 bilhões (sim, você leu certo, bilhões).

E o empresário? Este, no fim, é quem sofrerá o maior baque, sobretudo no varejo. O cliente cobrou dele a novidade, o produto da moda, os investimentos necessários para se manter no mercado, e eles vieram. O cliente cobrou o pagamento facilitado e ele veio. Agora o banco vai cobrar o crédito do empresário e ele vai cobrar o pagamento do cliente. E o cliente, se ainda tiver crédito, vai fazer novo empréstimo no mesmo banco para pagar o empresário que precisa pagar o banco.

E como fazer pra arrumar essa bagunça? Como acertar o orçamento doméstico? Como salvar o caixa da empresa? Só com milagre mesmo...

(imagem de imagensdehumor.blogspot.com)

Um comentário:

Anônimo disse...

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