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segunda-feira, 21 de abril de 2008

Uni Duni Tê-lefone

Apesar da evolução nos planos de carreira, várias grandes empresas ainda insistem em escolher seus novos contratados, ao invés de selecionar. E isto custa muito, pois muitas vezes é necessário todo um processo de preparo dos novos empregados, enquanto bons candidatos se vão. Alguns destes bons, inclusive, preparados pela própria empresa.

Leio esta semana em uma revista de circulação nacional que uma das maiores empresas de telefonia celular do país deu início a um programa interno para que seus altos executivos permaneçam por dois dias em cada setor operacional, desde o atendimento em call center até em visitas a clientes corporativos. Com isot, estaria melhorando o seu atendimento e seus serviços. Sinceramente, balela. Que grande incentivo para o processo de retenção de talentos, não?

Quem terá condições de decidir e planejar realidades quando viveu seus detalhes apenas por dois dias? Excelentes trainees e estagiários de renomadas universidades? E porque não promover excelentes atendentes com perfil similar? Porque não cursaram o mesmo banco escolar?

Empresas como esta ainda criam um nível de insatisfação temerária em suas fileiras. Desvalorizam o cliente interno. Soprepujam suas contratações criando uma barreira invisível: de um lado os que nasceram para cargos executivos; de outro, aqueles que nasceram pra trabalhar. Lamentável, pois isto resulta no atendimento indiscutivelmente fraco e insipiente que temos presenciado diariamente, e que tem levado volumes assustadores de manifestantes aos Procon´s de todo o país.

Só falar que é bom, que faz melhor, que é uma empresa de vanguarda, não é mais o suficiente. Tem que mostrar. Coincidência ou não, enquanto seus concorrentes exibem comerciais mostrando aparelhos e serviços de nova geração, esta mesma empresa se limita em seus comerciais a mostrar um artista famoso discursando, falando que gosta dela.

Cansei de comentar que hoje temos pessoas muito bem preparadas em cursos técnicos, com experiência vasta em suas áreas, que dominam a expertise de seus negócios, e com os estímulos certos, são capazes de resultados significativos. Não é a toa que a proporção de empreendedores com alta formação universitária é ínfima. Ou seja, não bastam títulos, é preciso buscar competências. Gestores de RH, que seja feita a sua vontade...

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