Leio esta semana em uma revista de circulação nacional que uma das maiores empresas de telefonia celular do país deu início a um programa interno para que seus altos executivos permaneçam por dois dias em cada setor operacional, desde o atendimento em call center até em visitas a clientes corporativos. Com isot, estaria melhorando o seu atendimento e seus serviços. Sinceramente, balela. Que grande incentivo para o processo de retenção de talentos, não?Quem terá condições de decidir e planejar realidades quando viveu seus detalhes apenas por dois dias? Excelentes trainees e estagiários de renomadas universidades? E porque não promover excelentes atendentes com perfil similar? Porque não cursaram o mesmo banco escolar?
Empresas como esta ainda criam um nível de insatisfação temerária em suas fileiras. Desvalorizam o cliente interno. Soprepujam suas contratações criando uma barreira invisível: de um lado os que nasceram para cargos executivos; de outro, aqueles que nasceram pra trabalhar. Lamentável, pois isto resulta no atendimento indiscutivelmente fraco e insipiente que temos presenciado diariamente, e que tem levado volumes assustadores de manifestantes aos Procon´s de todo o país.
Só falar que é bom, que faz melhor, que é uma empresa de vanguarda, não é mais o suficiente. Tem que mostrar. Coincidência ou não, enquanto seus concorrentes exibem comerciais mostrando aparelhos e serviços de nova geração, esta mesma empresa se limita em seus comerciais a mostrar um artista famoso discursando, falando que gosta dela.
Cansei de comentar que hoje temos pessoas muito bem preparadas em cursos técnicos, com experiência vasta em suas áreas, que dominam a expertise de seus negócios, e com os estímulos certos, são capazes de resultados significativos. Não é a toa que a proporção de empreendedores com alta formação universitária é ínfima. Ou seja, não bastam títulos, é preciso buscar competências. Gestores de RH, que seja feita a sua vontade...
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