Antes de termos conhecido o primeiro celular com câmera (que possivelmente deve ter se parecido muito com este aí do lado), quanto tempo o homem levou para sair das cavernas? Até aprender a ter um mínimo do que hoje chamamos de civilidade, foi um passo muito longo, pois tudo que não fosse colher ou caçar era uma grande novidade. Desde os primórdios, temos uma séria dificuldade com inovações. É de nossa natureza termos resistência ao novo.Vamos ver o tempo que as inovações levaram para se consolidar no mundo contemporâneo. Da Vinci já projetava aeroplanos e somente com Santos Dumondt se conseguiu levar a cabo o vôo do homem. Os primeiros radares precisaram de mais de 50 anos para serem utilizados como artefato regular nas operações de guerra. O telefone levou mais de 15 anos, desde sua invenção até sua utilização efetiva como meio de comunicação. Os primeiros computadores da geração 2-8-meia tinham espaço certo nas grandes corporações por anos. Já o 4-8-meia teve vida curta, e em um pouco mais de dois anos ficou obsoleto. Por fim, chegamos nos dias atuais, onde o notebook que você compra hoje já estará desvalorizado amanhã, e ultrapassado até o fim do mês.
Da informação ao conhecimento, o homem está sempre buscando aperfeiçoar seus métodos. Mas tem resistência em colocar em prática soluções novas. Vamos fazer um pequeno teste. Qual era a trajetória de sucesso que todo o pai queria para um filho nos anos 60? Virar "Doutor" ou passar num concurso público. Faça esta mesma pergunta a um jovem nos dias atuais, e veja qual incentivo ele tem recebido em casa.... e já estamos bem distantes dos anos 60 !!!
Nos últimos cinco anos, o ritmo das inovações se tornou alucinante, quase impossível de acompanhar. Tudo é novo, todos os dias há algum produto diferente, algum canal de comunicação diferente. O público está se tornando cada vez mais diferente. Como se preparar para encarar este ritmo?
O que muitas pessoas não entendem é que as novidades não são apenas uma condição de modismo ou gosto. Se temos uma empresa, ou pelo menos trabalhamos em uma, mais cedo ou mais tarde nosso cliente pode estar se valendo de uma destas ferramentas para decidir sua compra. E deixá-la de lado pode ser fatal para a organização (e por consequência, para todos que dependem dela). Não quer dizer com isso que tenhamos que nos valer de todas as ferramentas e meios para captar clientes. Isto seria impensável, ou melhor, impossível. É importante manter o foco e apostar na melhor possibilidade, evitando que se direcione o contato pelo canal errado. Mas como decidir qual a melhor possibilidade sem conhecer todas as alternativas? Como atingir um público diferenciado sem utilizar canais diferenciados? Como se manter conhecido no mercado como um talento, e ter acesso as empresas que selecionam, sem conhecer os canais pelos quais o mercado busca informações?
Nesta busca, falaremos em breve sobre as ferramentas de comunicação postas em uso. Incrementando o networking. Aguarde....
4 comentários:
Oi,
muito legal seu bloger,
Parabens pela Iniciativa. Sempre admirei as suas aulas e seus textos... serei uma visitante ativa...
bj
Meu querido Irmão e amigo André, tão carinhosamente chamado e conhecido como LABAMBA, li teu artigo "Novos Produtos - novos canais", muito interessante e com certeza muito condizente com a realidade, porém vejo alguns problemas quando se fala de ferramentas de discussão ou o network, quando entrei na minha especialização na UFSC em Gestão de RH logo tratamos de criar um GRUPO na internet, chamado de GRH2006, por curiosodade, o criador fui eu, durante os meses de curso o grupo funcionou bem, trocavamos e discutiamos dúvidas, hj nem para trocas de piadas.
Com o término do curso, e não querendo ficar desatualizado em relação a certos assuntos inerentes ao Recursos Humanos, como por exemplo GESTÃO POR COMPETÊNCIA, assunto no qual me chamou muito a atenção, resolvi buscar na internet algum grupo de discussão sobre, achei alguns, mas me afiliei ao GRUPO GESTÃO POR COMPETÊNCIA, quando entrei achei que iria ter trocas de informações, dúvidas, debates, experiências, mas para minha infelicidade o grupo hoje serve mais para informar vagas de trabalho do que para tratar do assunto principal que é a GESTÃO POR COMPETÊNCIA.
Vejo que as ferramentas existem e estão ai para serem usadas, mas infelismente não estão sendo usadas corretamente, essa é uma visão minha, estou aberto para discussão.
abraços
Obs.: muito boa idéia essa tua do blog, até parece coisa minha !!!
Em se falando de internet, a revista VEJA desta semana tras uma noticia de capa muito interessante para quem quer ter sua empregabilidade sempre em alta.
A reportagem trata de um problema sério, do falar e escrever certo, meu pai, que sempre teve o habito da leitura de livros, sempre me disse, para falar e escrever bem é necessário ter também o hábito da leitura, voltando a reportagem, ela diz que a internet é uma das responsáveis pelo não uso da linguagem correta, por que ??, é comum a utilização na escrita de abreviações ou o "encurtar" as palavras, e com isso é mais do que normal levarmos para a conversação alguns dos vícios usados na escrita.
Em uma fonte utilizada pela revista VEJA, informa que o bom uso da língua influi diretamente na carreira e que um estudo feito em 39 empresas americanas mostrou que a chance de ascensão profissional esta ligado diretamente ao vocabulário que a pessoa domina, ou seja, se falar errado, TA FERRADO !
Vale a pena dar uma olhada na reportagem.
Abraços.
Meus caros,
Obrigado pelo apoio.
Amigo Abel,
Não é sem propósito sua chamada de atençaõ para a lígua. Veja o que foi publicado hoje pelo colunista Cacau Menezes, do jornal Diário Catarinense, o mais lido do estado de SC:
"Crise da língua - Talvez nem mesmo o próprio Marshall MacLuhan, o papa da comunicação de massa, estivesse seguro de que a linguagem escrita entraria tão rapidamente em crise. O fato é que os efeitos da Internet e de todo o aparato tecnológico da nova cultura, basicamente oral e visual, não deixam dúvidas de que cada vez é maior o número dos que não sabem escrever.
Aliás, em uma centena de professores que se submeteram, recentemente, em Santa Catarina, a um teste de gramática e pontuação, promovido pela Secretaria de Educação, mais da metade não passou. Então, não sou o único."
Valeu a colaboração. Um abraço...
Postar um comentário