A ausência do interesse em se preparar para a novidade, como sempre digo quando tenho oportunidade, pode fazer conosco o mesmo que fez com os dinossauros. Simplesmente sumiremos para o mundo. Costumo perguntar quantas pessoas você conhece que vivem, hoje, atuando como "Técnico em Manutenção de Máquinas de Escrever"? Há alguns anos atrás, tal emprego poderia ser nobre. Hoje, as pessoas que viviam dele, onde estão? Conheço médicos, advogados, contadores, administradores.... certos que seu vasto conhecimento profissional adquirido nas últimas décadas era suficiente para manter uma vida estável, convencidos de estar em um patamar de difícil acesso às novas gerações, simplesmente se renderam a "curtir o sucesso". E a difícil ascenção trouxe a fácil e rápida queda livre, ao patamar dos obsoletos, para o qual nenhum de nós foi preparado.Tudo que hoje é "tradicional", pode ter certeza, tem chance de se tornar história. Vejam só: você conhece aquele velho papelzinho que todos nós recebemos ao comprar qualquer mercadoria ou contratar serviços? Geralmente tirado em impressora matricial e impresso em formulário contínuo? Válido para exigir sua garantia caso algum defeito fosse constatado? Sim, falo de nossa querida Nota Fiscal. A pergunta ainda soa ridícula, mas em dez anos muitos não se recordarão mais dela. Neste momento, diversos estados já testam a Nota Fiscal Eletrônica, versão digital de registro, que economiza a impressão, o papel, a tinta, garante maior segurança na transação e amplia as possibilidades de fiscalização. Em alguns destes estados, como por exemplo SC, variados segmentos não só testam, como já tem a previsão da obrigatoriedade agendada para abril de 2008.
E aí, vai se atualizar?
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