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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Língua?

Em recente debate com estudantes universitários, fui questionado sobre a real necessidade de um segundo idioma, afinal, com a concorrência avassaladora, e a busca frenética das empresas por atenderem a novos clientes, seria delas a obrigação por criar canais de acesso mais fáceis, como por exemplo, usando o idioma local, o que não deixaria qualquer benefício aos poliglotas de plantão.


Pois bem, lógica boa mas completamente errada. Assim como os recursos de informática podem sim fazer a diferença para alcançar ou não boas oportunidades de trabalho, o domínio de outros idiomas é quase indispensável para qualquer mínima chance de uma carreira de suceso, seja na área que for.


Primeiramente, vangloriamos o idioma do Tio Sam, afinal é verdade que hoje o inglês tem se tornado quase universal. Mas até bem pouco tempo atrás, principalmente quando começamos a perceber a febre pela informática dar seus primeiros passos, ele era destaque. Hoje, só ele já é insuficiente. Por que? Pela mesma lógica destacada acima, ou seja, o cliente quer facilidade. Ele quer comprar aquilo que entenda ser proveitoso, e aí o primeiro passo da venda está no "entender". Seu cliente quer sim que falem a linguagem dele. Acontece que este cliente pode não estar, neste momento em sua rua, seu bairro, sua cidade. Hoje você pode estar fazendo negócios locais mas se quiser sobreviver no mercado competitivo, precisa de novos clientes e muitas vezes estes podem estar na china, na europa ou no mercosul. E aí, como você vai convencê-los a comprar?

Esta lógica é resumida na venda, e muitos profissionais logo associam com o varejo, crendo não ter nada a ver com isso. Este mito tem derrubado profissionais em todo o tipo de área profissional...


Médicos sabem bem disso, sobretudo os mais renomados em suas áreas de especialização. Afinal os melhores clientes fazem questão de ir até eles. Cirurgias plásticas em Miami, transplantes na Europa, tratamentos alternativos na Ásia. Por falar nisso, e os engenheiros civis japoneses? Ou estilistas franceses?


Isto mostra uma via de mão dupla. Muitas vezes seu crescimento depende de aprender com os melhores, e aí antes mesmo de pensar onde está o cliente, o profissional deve pensar onde está a referência. Como fazer uma especialização na Itália sem saber fala italiano?


Aliás, só por aí já percebemos as oportunidades que o mundo reserva a quem tem um bom domínio de outros idiomas. Uma boa nota na avaliação de inglês tem aberto portas em variados programas internacionais que concedem todos os anos uma infinidade de bolsas de estudo. Algumas pagam remunerações para se estudar por tempo integral, em um patamar muito mais elevado que o próprio mercado local na contratação para trabalhar. Outras, como o caso das canadenses por exemplo, pasmem, convidam inclusive para propostas de "imigração"...


Assim, cést la vie, wilkomen a su nuevo mundo, dove tu parla bene, and become special!!!

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